
No jardim da oração,
Santo António e S. João,
Com água aos pés em chuveiro,
Rouxinóis cantavam ao longe,
Davam vida e alegria aos monges,
Lá dentro do mosteiro.
Velhas fontes do mosteiro,
Sois uma prece e um lamento,
De joelhos no cruzeiro,
Dà saudades do convento.
Nos claustros tem um chafariz,
Que esquecido nada diz,
Das batinas de S. Bento,
Nossa Senhora d'Assunção,
Com água aos pés, em cachão,
Sois uma prece e um lamento.
Ó Senhora d'Assunção,
Dá-me a mão pela janela,
Que eu já venho cansada,
De subir o monte dela.
Ó Senhora d'Assunção,
O caminho pedras tem,
Se não fizesses milagres,
Aqui não vinha ninguém.
Ó Senhora d'Assunção,
De longe Te venho ver,
Porque deste saúde,
A quem estava a morrer.
Deolinda Costa 89 Anos
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