terça-feira, 23 de novembro de 2010
Cristo na rua
A cidade de Santo Tirso,
Encheu-se de cristãos e de luz,
Fez lembrar a toda a gente,
Que todos nós temos uma Cruz.
Todas elas eram lindas,
Eram lindas de encantar.
Até as crianças fizeram cruzes,
Pensando que estavam a brincar.
Vi uma imagem tão linda,
Que não precisava de Cruz,
A imagem mais linda que eu vi,
Foi a do Menino Jesus.
Eram Cruzes tão lindas,
Uma é preciso que toda a gente a veja,
Quem quiser ver a Cruz mais bela,
É ir vê-La à Igreja.
Abrimos os nossos corações,
Para que toda a gente veja,
Que a Igreja é Cristo,
E Cristo é a Igreja.
Deolinda Costa 89 anos
Encheu-se de cristãos e de luz,
Fez lembrar a toda a gente,
Que todos nós temos uma Cruz.
Todas elas eram lindas,
Eram lindas de encantar.
Até as crianças fizeram cruzes,
Pensando que estavam a brincar.
Vi uma imagem tão linda,
Que não precisava de Cruz,
A imagem mais linda que eu vi,
Foi a do Menino Jesus.
Eram Cruzes tão lindas,
Uma é preciso que toda a gente a veja,
Quem quiser ver a Cruz mais bela,
É ir vê-La à Igreja.
Abrimos os nossos corações,
Para que toda a gente veja,
Que a Igreja é Cristo,
E Cristo é a Igreja.
Deolinda Costa 89 anos
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Santo Tirso

À entrada de Santo Tirso tem uma ponte,
Debaixo da ponte tem um moinho,
Anda-se mais adiante,
Tem a pomba e o cãozinho.
Temos uma linda igreja,
Igreja mais linda não há,
Temos a Escola Agrícola,
Temos tudo o que nos dá.
Segue-se em frente, sobe-se o escadario,
Vira-se à direita, e lá então,
De frente ao parque,
Tem o antigo teatro Eduardo Brazão.
Temos um lindo parque,
Com a Casa de Chá, tem graça,
Tem uma biquinha à porta,
Dá de beber a quem passa.
Tenho muita saudade,
Do tempo que lá vai,
Ainda hoje choro,
Com saudade do Hotel Cidnay.
Paroquianos de Santo Tirso,
Não me levem a mal,
Vão visitar a capela,
Do Centro Paroquial.
Os reformados desta terra,
Quando querem passar o tempo,
Vão-se sentar no parquinho,
A olhar para o Conde S. Bento.
Quando o mundo foi criado,
Deus quis um recanto Seu,
Esboçou, fez um traçado,
E Santo Tirso nasceu.
Santo Tirso é linda terra,
Não há outra em Portugal,
Meiga a Princesa do Ave,
Dos poetas madrigal.
Deolinda Costa 89 Anos
No Jardim Da Oração

No jardim da oração,
Santo António e S. João,
Com água aos pés em chuveiro,
Rouxinóis cantavam ao longe,
Davam vida e alegria aos monges,
Lá dentro do mosteiro.
Velhas fontes do mosteiro,
Sois uma prece e um lamento,
De joelhos no cruzeiro,
Dà saudades do convento.
Nos claustros tem um chafariz,
Que esquecido nada diz,
Das batinas de S. Bento,
Nossa Senhora d'Assunção,
Com água aos pés, em cachão,
Sois uma prece e um lamento.
Ó Senhora d'Assunção,
Dá-me a mão pela janela,
Que eu já venho cansada,
De subir o monte dela.
Ó Senhora d'Assunção,
O caminho pedras tem,
Se não fizesses milagres,
Aqui não vinha ninguém.
Ó Senhora d'Assunção,
De longe Te venho ver,
Porque deste saúde,
A quem estava a morrer.
Deolinda Costa 89 Anos
Ao Centro de Saúde de Santo Tirso-USF Ponte Velha

Eu venho agradecer,
E grito numa só voz,
Muito obrigada, Centro de Saúde,
Por tudo o que fazem por nós.
Começo pelo porteiro,
Que é um grande senhor,
Pergunta sempre aos idosos,
Se querem ir pelas escadas,
Ou se querem ir pelo elevador.
Dirijo-me às meninas,
Para fazer a inscrição,
Elas são tão atenciosas,
E eu lhes agradeço com gratidão.
A todos os médicos e médicas,
Eu lhes quero agradecer,
Porque abaixo de Deus,
Só eles nos podem valer.
Em 1988, quando me lembra,
Ainda me arrepia,
Vi o fim da minha vida,
Que estava presa por um fio.
Agradeço a Deus,
E à minha médica querida,
Se hoje tenho 88 anos,
Foi no Centro de Saúde,
Que me deram a vida.
Também já fui às urgências,
Não me posso esquecer,
Tanto aos médicos e médicas,
Também tenho que agradecer.
E as todas as enfermeiras,
Pelo carinho que nos dão,
A todos muito obrigada,
Do fundo do coração.
Se o médico chama a ambulância,
É porque o doente está mal,
Aos bombeiros quero agradecer,
Todo o carinho que nos dão,
Quando nos levam ao Hospital.
Nunca se arrependam,
Do trabalho que estão a fazer,
Um dia, quando chegarem ao céu,
Deus lhes vai agradecer.
Deolinda Costa 89 Anos
Os Pescadores Há 72 Anos

De cima da ponte,
Tinha-se uma linda miragem,
Viam-se os pescadores,
Junto á fabrica da serragem.
Eram tantos os pescadores,
Que vinham sei lá de onde,
Uns pescavam na beira rio,
Outros de cima da ponte.
O pescador pescava,
Fosse noite, fosse dia,
Tanto pescava peixe,
Como pescava enguia.
Naquela água pura e cristalina,
Clarinha como o sol,
Via-se a minhoca a nadar,
Lá na ponta do anzol.
Ao domingo, os pescadores,
Que pescavam na beira rio,
Quando chegavam á noite,
Tinham o cacifo vazio.
Uma criança disse:
-Ó pescador, hoje é Domingo,
Porque fazes a isca?
Não sabes que ao domingo,
Os peixes vão á missa?
Santo António reuniu os peixes,
Fez um sermão, todo em Latim.
Os peixes com devoção,
Disseram "ÁMEN" no fim.
Deolinda Costa 89 Anos
Há 72 anos

Santo Tirso era lindo,
Tinha uma coisa tão rica,
Era uma bonita praia,
Mesmo em frente à Escola Agrícola.
No Rio Ave havia,
A praia fluvial,
Era linda, era bela,
Não havia outra igual.
Para seguir para a praia,
Tinha que se atravessar o caneiro,
Para se ver cantar e dançar,
O Rancho "Flores do Ave",
E o Rancho dos "Pauliteiros".
Toda a gente ia à praia,
Eramos todos iguais,
Enquanto uns apanhavam sol,
Os outros nadavam no cais.
Faziam-se grande regatas,
E não havia convites,
Iamos de barco à Insula,
Fazer grandes piqueniques.
Havia barcos no rio,
E eram todos iguais,
Passeávamos do cais à Insula,
e vínhamos da Insula ao Cais.
Era a ver os pescadores,
E o Rancho "Flores do Ave",
Onde se passava o tempo,
De que ainda hoje tenho saudades.
Deolinda Costa 89 anos
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